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Minecraft – Quase 11 anos depois, ainda viciante

Mesmo depois de quase 11 anos, Minecraft ainda consegue ser cativante, viciante e relevante, e em pleno desenvolvimento. Um exemplo de sucesso.

Já fazem algumas semanas que eu estou muito viciado em jogar Minecraft. Isso não é novidade para mim, pois já tive alguns momentos de vício no jogo, no passado. E, mesmo que eu já conheça bastante da sua mecânica, há sempre algo novo para tentar.

Para quem não conhece, só digo: O que raios você anda fazendo, na internet, que nunca se deparou com este jogo? Mas enfim. Digamos que o Minecraft é o mais próximo de um videogame da Lego. Aliás, uma ótima oportunidade que a Lego nunca mais conseguirá alcançar.

Num mundo aberto, você é live para explorar o mapa do jeito que quiser, enquanto você tem que se proteger de criaturas que irão te atacar. O objetivo final? Matar um dragão, mesmo que você possa passar anos e anos jogando o mesmo mapa e jamais ir atrás do dito cujo. Ele tá lá, e você pode matá-lo a qualquer momento, mas não vai mudar em nada a sua experiência se você nunca tentar matá-lo.

De 2010 até aqui – Fôlego e insistência

Uma coisa que joga a favor do Minecraft, é que ele continua em franco desenvolvimento. Depois que a Microsoft comprou a desenvolvedora, Mojang, em 2014, por algo entorno de US$ 2.500.000.000 (dois bilhões e quinhentos milhões de dólares), a empresa tem continuado a melhorar o jogo.

Agora, em 2020, estamos próximos da próxima grande atualização, que adicionará mais elementos ao Nether, uma espécie de inferno do jogo, acessível por portais. Haverão novos elementos para serem descobertos no mapa, a jogabilidade aumenta e a experiência, melhora.

Pillager

O maio triunfo de Minecraft está no fato de ser um jogo de mundo aberto, em sandbox, gerado randomicamente. Isso quer dizer que o mundo que o jogo gera para você é totalmente diferente do que será gerado para outro jogador. O que você pode encontrar nele pode até ser o mesmo, mas o como é sempre uma incógnita.

Por exemplo, você pode dar a sorte de ser gerado próximo a uma vila, com muitos recursos. Ou dar o azar (ou sorte, se gostar de desafios), de ser gerado em ilha, cheio de ilhas envolta, mas sem árvores ou animais para conseguir mantimentos.

Essas possibilidades infinitas de jogo, incluindo minigames criados pela comunidade e que são muito cultuados pelos gamers, auxiliam para que Minecraft continue tendo fôlego. Não são todos os jogos que conseguem chegar aos 10 anos de existência, em contínuo desenvolvimento e relevância.

Ramificações

O sucesso de Minecraft permitiu que vários jogadores pudessem colocar algumas ideias em prática. Essas ideias geraram servidores onde os players pudessem aproveitar alguns minijogos, e expandir ainda mais as possibilidades de Minecraft.

Com ideias cada vez maiores, alguns decidiram por criar seus próprios jogos, hoje muito esperados. É o caso de Hytale, um jogo baseado em Minecraft que nasceu dentro de Minecaft. Seus desenvolvedores costumavam manter um servidor em Minecraft que tornou-se muito popular nos idos de 2013. Numa expansão natural das suas ideias, e vendo que o Minecraft estava ficando pequeno para isso, partiram para sua própia empreitada.

Hytale guarda muitas semelhanças com Minecraft, apresar de prometer muito mais do que só “blocos”. Seu vídeo de apresentação, lançado no YouTube em 2019, já conta com mais de 55 milhões de visualizações. E os números continuam aumentando.

Isso prova duas coisas:

  1. Minecraft ainda não esgotou seu potencial, podendo ainda ser expandido para muito além do que ele já é;
  2. Ele ainda é muito relevante, a ponto de um jogo inspirado ser tão esperando.

Vale lembrar que Hytale começará a ter um período beta em 2020, mas deverá ser lançado somente em 2021.

No passado, no entanto, já ouve uma ramificação: A Telltale, conhecida produtora de jogos baseados em escolhas, chegou a lançar Minecraft Story Mode, que era um Minecraft com início, meio e fim. Com a falência da produtora, no entanto, o jogo caiu no esquecimento.

Além disso, há um jogo de realidade aumentada. O Minecraft Earth adiciona as mecânicas do jogo ao mundo real, numa jogabilidade muito semelhante à de Pokémon Go: Com o seu celular, você pode projetar os elementos no ambiente onde está com o auxílio da câmera do smartphone.

Há também uma versão educacional de Minecraft. O Educational Edition foi desenvolvido para auxiliar no aprendizado de programação, por crianças. É um projeto que não tem muita visibilidade da mídia, mas que já é usado em várias partes do mundo.

Minecraft ficou tão popular que gerou até uma série interativa do jogo, na Netflix. Também chamado de Minecraft Story Mode. É semelhante a assistir Black Mirror Bandersnatch, mas com Minecraft como plano de fundo. Ok, esse eu assumo que nunca vi, mas que sempre curioso sobre como Minecraft se expandiu.

Mas nem só de passado vive o Minecraft.

O futuro: Minecraft Dugeons

A Microsoft pretende lançar outro jogo sobre o nome de Minecraft, nos próximos meses. Um RPG, dessa vez. Minecraft Dugeons terá vários elementos do jogo-pai em si, apesar de ser substancialmente diferente. Um novo jogo que não deverá ser um sandbox, mas que com certeza será um grande RPGzão para computadores.

Ainda não há muito do que comentar de Minecraft Dugeons. Apenas que ele será lançado no verão americano. E eu já estou ansioso para conferir.


Minecraft foi, e ainda é, um grande jogo. Mais do que exercitar o raciocínio, é uma oportunidade de fazer um grande mundo seu – sob suas regras, suas construções e suas vontades.

Ele merece todo o sucesso que conquistou até aqui. E, porque não dizer, o sucesso que ainda conquistará daqui em diante.

Por Henrique Picanço

Estudante de jornalismo, apaixonado pela cultura geek há muito tempo. Comecei a gostar ainda na infância, dos super-heróis animados pela manhã. Na adolescência, me voltei para os animes e mangás e, recentemente, comecei a me interessar realmente por Marvel, DC, Star Wars e companhia bela.