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Forza Horizon 4 – Repetitivo mas interessante

No início, Forza Horizon 4 é interessante e instigante. Mas depois de 80 níveis e muitas corridas depois, você só pensa no porque continuar.

Acredito que eu não seja um grande fã de jogos de corrida. Não por ser um jogo de corrida, mas por que eles podem se tornar muito maçantes para mim, num intervalo de tempo muito curto. Eu já fui um grande jogador de Asphalt 8, nos meus tempos onde computadores não conseguiram rodar jogos pesados. Mas, hoje, pude ter acesso ao Forza Horizon 4, o “flagship” da categoria, dentro do ecossistema Xbox. E eu tenho umas palavras a dizer sobre esse jogo.

Em Forza Horizon 4, você acaba por entrar na disputa do Horizon, um festival que nunca acaba, e que nesta edição está no Reino Unido. Você começa correndo em pequenas corridas oficias, algumas corridas clandestinas, até ser finalmente aceito no Festival Horizon, onde você de fato irá atrás do título.

Neste meio tempo, o jogo te empurra para corridas paralelas do circuito, exibições onde você corre com diferentes carros contra um trem ou contra um avião, além das Histórias do Horizon, side-quests que, quando completadas, rendem ao jogador um dinheiro extra na participação em negócios espalhados pelo mapa.

Interessante até a segunda volta

Por mais interessante que isso possa parecer para muita gente, eu vejo aí uma grande repetição. Eu entendo, o foco do jogo é correr – e isso é só o que acontece em Forza. Mas cansa.

Depois de mais 80 níveis que eu subi, enquanto eu corria em busca do primeiro lugar, eu acabei me cansando dessa “aventura”. O mapa eu já tinha quase totalizado. As placas especiais, que o jogar pode ir batendo no mapa para conseguir mais pontos de influência ou descontos em viagens rápidas (até a possibilidade de zerar a tarifa), passaram a ser um objetivo mais divertido, para mim, do que de fato entrar em outra corrida. Além disso, os desafios de velocidade espalhados no mapa podem ser divertidos, em alguns momentos, mas também extremamente irritantes, ao apagar do GPS o caminho que eu estava seguindo até outro ponto do mapa, para uma placa ou corrida.

Apesar disso, o jogo tem seus méritos. Talvez, o mais interessante, a representação dos carros. Nenhum carro é 100% ruim, e o jogo vive me dando mais carros, de graça, para correr. Não são muitos os carros de classe S, os mais poderosos do jogo, que eu possuo. No entanto, dependendo da corrida, da pista e da habilidade que você emprega no jogo, um carro de classe A, os que eu mais consegui comprando ou ganhando, dão conta do recado.

No final, Forza Horizon 4 consegue ser um ótimo jogo, mas que pode cansar rápido se sua praia não for correr em demasia.

Por Henrique Picanço

Estudante de jornalismo, apaixonado pela cultura geek há muito tempo. Comecei a gostar ainda na infância, dos super-heróis animados pela manhã. Na adolescência, me voltei para os animes e mangás e, recentemente, comecei a me interessar realmente por Marvel, DC, Star Wars e companhia bela.