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GTA V – Um jogo curto, mas intenso

A Rockstar não costuma decepcionar, em seus jogos. GTA V não foge a esta regra, apesar do problema de ser curto demais, no modo história.

Você deve estar se perguntando agora: Ué, uma resenha de um jogo de 2013? Está aí a uns trocentos anos! Sim. Você está certo. GTA V foi liberado ao público em 2013, se tornando o primeiro jogo a arrecadar um bilhão de dólares em vendas, em menos de três dias. Mas não é sobre isso que eu vou falar hoje. Quero analisar o que nos é apresentado, no modo história.

Os protagonistas

Uma das mais interessantes propostas do jogo, é que ele tem três protagonistas. Você não pode escolher um e seguir até o final, no entanto. Existem missões que só podem ser completadas por Franklin, Trevor ou Michael. Algo que seria ruim, se os três protagonistas não fossem interessantes.

Franklin

O protagonista me fez lembrar, várias vezes, de GTA San Andreas. Não só por conta do seu bairro, mas também pelas referências aos Ballas. Mais do que isso, sua conduta e seu comportamento servem para quebrar toda essa semelhança que ele poderá despertar. Ele é um personagem novo num local velho, e o que parecia ser nostalgia acaba sendo quebrado muito rápido.

Michael

Um dos ex-ladrões que acompanhamos no início do jogo. Se não fosse o seu desenvolvimento, eu não teria entendido esta primeira missão. Simplesmente, o jogo começa num roubo, fora de Los Santos. Ao mudar para os tempos atuais, onde iremos jogar, nos confrontamos com um homem com problemas de auto-estima, à volta de uma vida triste, com uma família que pouco o valoriza. Um contraste de cortar o coração, e que faz você pensar em matar todos a sua volta. Não? Bem, eu pensei.

Trevor

Este é o meu preferido. Louco, excêntrico, intimidador. Um doido pé rapado, foi um dos comparsas de Michael no roubo, e que acredita que ele está morto e que outro comparsa deles está na cadeia. Ledo engano. Jogando, você descobre toda a verdade. E o tempo vai cobrar seu preço, em algum momento.

A história

Eis aqui um ponto um tanto quanto estranho, deste modo de jogo de GTA. Ele é curto, se comparado com os outros jogos que a Rockstar já lançou, dentro desta franquia. Apesar disso, você se vê a volta de três grandes roubos, enquanto vai resolvendo problemas menores que o jogo vai te mostrando.

Apesar do mapa grande, também senti falta de mais locais visitáveis. Tive a sensação de que muita coisa que estava ali, era apenas algo para ir uma vez ou importante apenas por um momento, sendo dispensável sua visita ou interação com os locais. Por exemplo, há barbearias e lojas de roupas. Poucas vezes o jogo o lembrará que elas existem, e poucas vezes você terá que ir até uma delas.

No entanto, a falta de lugares visitáveis também é uma coisa boa. Isso, porque o jogo te dá uma gigantesca cidade para ser explorada pelo jogador. Do deserto à Vinewood, há muitas coisas acontecendo. E o jogo sempre te dará uma side-quest para solucionar, enquanto está passeando pela cidade.

A arte de GTA V

Eis aqui uma das melhores mudanças no desenvolvimento de GTA, ao longo dos anos. Apesar de irreconhecível, esta nova Los Santos é uma obra-prima. Dos detalhes até as reproduções de locais reais, percebe-se todo o trabalho que a equipe teve em modelar o mapa da cidade. E isso também se reflete no trabalho de imersão naquele mundo, já que facilmente você se perde pelo local, observando as nuances.


Todos o trabalho empregado em GTA V mostra-se como um grande esforço da Rockstar Games em fazer um grande jogo, como sempre fez. Neste, há o aperfeiçoamento e maturação do seu trabalho. Mesmo que com um modo campanha menor.

8/10

Por Henrique

Tudo começou a desmoronar quando, aos 15 anos, fui aconselhado a assistir "Death Note" na Netflix, recém-chegada ao Brasil na época. Desde então, venho manejando minha lista de waifus mês após mês.

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