Love, Death & Robots – Animação em sua melhor forma

Uma das surpresas da Netflix em 2019, “Love, Death & Robots” é uma viagem de ácido dentre futuros distópicos, formas de amar e maneiras de morrer.

Em 2019, a Netflix revelou a série “Love, Death & Robots“. O nome é esquisito? Pois bem, não é só o nome. Ao longos dos seus 18 episódios, a série mostra diferentes histórias que trabalham um ou mais dos temas principais, sendo eles o amor, a morte e… Robôs. Cada um da sua forma, cada um com sua técnica de fazer animação.

A série, em si, é inconstante. Alguns episódios, são longos e chatos. Outros, são longos e legais. Alguns, curtos e sem sentido. E outros, curtos e que dão vontade de ver mais sobre aquela história. Isso poderá acontecer muito com quem está assistindo, já que como as histórias não são sequenciais, você pode encarar esta série como um amontoado de curtas de animação.

Avaliar Love, Death & Robots pelas histórias é complicadíssimo. Cada episódio é uma forma de mostrar o amor, os robôs, ou a morte. Algumas histórias, porém, brincam com um irrealismo insólito, como quando um iogurte geneticamente modificado ganha vida, apresenta um plano de recuperação econômica e, ao não ver este projeto sendo seguido à risca, decide por tomar conta de tudo – e torna a vida na terra melhor para os humanos. Em outro, vemos uma história que parece começar numa Hong Kong do início do século XX, mas que rapidamente evolui para um mundo steampunk distópico. Tudo irá depender de como cada autor trabalhou sua parte da série.

Falando assim, parece que analisar cada episódio por sua história é um trabalho complicado. Isso muda, se o objeto de observação for a animação de cada episódio. Novamente, não há constância no traço, justamente por conta do modo que foi produzido. Cada episódio ficou com uma equipe diferente, e cada equipe tratou de fazer seu estilo. Há episódios onde um traço cartunesco é o que rege à ação. Outro, parece a animação de um filme de animação em computação gráfica realista, digno de uma grande verba.

Mas não só isso. Assistir a esta série também é pensar até onde cada história irá flertar, com relação a censura. Isso, porque há muita nudez. Nus frontais que há muito o cinema vem exitando em mostrar, e que a própria Netflix parecia evitar – até agora. Devido ao traço realista de alguns episódios, é possível esquecer, em certos momentos, que as pessoas que você está vendo no episódio, de fato, não existem. Isso é digno de um trabalho muito bem feito.

No fim, Love, Death & Robots é uma interessante viagem por animação experimental, formas diferentes de contar uma história e uma ótima forma de estúdios de animação, novatos ou não, mostrarem seu trabalho para um grande público.

9/10


Love, Death & Robots já está disponível, para os assinantes da Netflix. Caso você tenha alguma sugestão de pauta para a NerdMachina, entre em contato!

Por Henrique

Tudo começou a desmoronar quando, aos 15 anos, fui aconselhado a assistir "Death Note" na Netflix, recém-chegada ao Brasil na época. Desde então, venho manejando minha lista de waifus mês após mês.

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