Onde os Fracos Não Tem Vez – TENSÃO!

Poucas vezes, na minha vida de espectador de filmes de hollywood, eu fiquei tão tenso com um filme. Isso mudou com “Onde os Fracos Não Tem Vez”.

Poucas vezes, na minha vida de espectador de filmes de hollywood, eu fiquei tão tenso com um filme. Talvez com alguns momentos de filmes diversos, mas nenhum conseguiu me deixar tenso por toda a sua duração. O clima, os cenários, o Javier Bardem com cabelo estranho… Tudo, neste filme, casa para deixar você na ponta da cadeira, esperando pelo próximo passo. Tudo casa para que “Onde os Fracos Não Tem Vez” seja um grande filme.

Sinopse

A história acompanha a vida de Llwelyn Moss (Josh Brolin), um homem do Texas, caçador. Por coincidência, se depara com uma cena de gangue mexicana no meio do Texas. E lá, uma grande quantidade de dinheiro, que ele decide manter para si. O que ele não contava é que tinha um homem designado especificamente para resgatar o dinheiro: Anton Chigurh (Javier Bardem), capaz de matar qualquer um, por qualquer motivo, sem mais nem menos.

A inversão de papéis

Apesar dessa sinopse dar a entender que o protagonista do filme é Moss, ele mostra que de fato o filme é sobre Chigurh. E ainda mais sobre o xerife Ed Tom (Tommy Lee Jones). O título do filme é na verdade sobre o xerife, dando-se conta do quanto o mundo mudou desde os idos tempos em que ele se tornou chefe da polícia do condado. E sobre o quando a maldade humana foi se modificando – e se tornando maior – com o passar desse tempo.

Ao mesmo tempo, temos o personagem de Bardem. Um homem enigmático, que elimina todo e qualquer sujeito que possa o incriminar em algum momento. Não importa quem seja, ninguém sobrevive. É a personificação dos temores de Ed Tom. O mal encarnado.

E só a presença de Chigurh logo nos faz esquecer o pano de fundo: O dinheiro é vindo do tráfico de drogas. O clima de gato e rato entre Moss e Chigurh deixa toda e qualquer outra trama em um plano de fundo, totalmente esquecível e que é facilmente engolida pela história principal. Você até estranha quando a gangue mexicana volta a aparecer no filme.

Mas não é só o personagem de Bardem que torna as coisas muito mais tensas, ao decorrer do longa. Tirando um ou outro momento, o filme não tem trilhas sonoras. Aliás, se tivesse, não teria o mesmo impacto. Todos os momentos de silêncio, servem para construir o clima que a cena necessita. Nada de algo mais apelativo, para fazer o espectador pular da cadeira. A pura maldade de Chigurh é o suficiente para deixar qualquer um de cabelo em pé.

Faz sentido o filme ter ganho o prêmios de melhor filme, no Oscar de 2008.

10/10

Por Henrique

Tudo começou a desmoronar quando, aos 15 anos, fui aconselhado a assistir "Death Note" na Netflix, recém-chegada ao Brasil na época. Desde então, venho manejando minha lista de waifus mês após mês.